É um fato. A Bolívia é um país subestimado pelos brasileiros e nesse texto eu pretendo mudar essa visão. Passei um mês conhecendo a Bolívia, e ouso dizer que foi o país mais autêntico que já conheci até então.
Do deserto de Sal mais famoso do mundo ao lago navegável mais alto do planeta. Das imponentes montanhas acima de 6 mil metros às florestas densas da amazônia boliviana. E tudo isso, junto e misturado a culturas milenares, antes mesmo do império Inca.



Se você busca uma viagem autêntica, cheia de contrastes e experiências inesquecíveis, a Bolívia vai te conquistar — e este guia vai te mostrar por quê!
Quando ir a Bolívia
A melhor época para visitar a Bolívia é de maio a outubro, durante a estação seca, quando o clima é mais estável e os dias são ensolarados — ideal para explorar montanhas, cidades coloniais e lagos altiplânicos.
De novembro a abril, a chuva transforma a paisagem, deixando a vegetação mais viva e os rios mais cheios, criando um cenário diferente e vibrante.
Documentos
Visto
Brasileiros não precisam de visto para entrar na Bolívia como turistas, podendo ficar até 90 dias. É obrigatório apresentar o RG ou passaporte válido.
Vacina
A vacina contra a febre amarela é obrigatória para quem viaja à Bolívia, especialmente se você pretende visitar áreas de risco, como a região amazônica (departamentos de Beni, Pando, Santa Cruz e partes de La Paz e Cochabamba). É necessário apresentar o Certificado Internacional de Vacinação ao entrar no país.
Seguro viagem
O seguro viagem não é obrigatório para entrar na Bolívia, mas é altamente recomendado. Ele pode cobrir despesas médicas, extravio de bagagem e outros imprevistos — o que é essencial, principalmente se você pretende explorar lugares mais remotos, como o Salar de Uyuni ou a região do Altiplano.
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Cultura
O Estado Plurinacional da Bolívia tem como língua oficial o espanhol, mas é muito comum encontrar pessoas falando línguas nativas entre elas. Isso acontece pois o país é formado e reconhece 36 etnias indígena em seu território. Dentre as mais populares, temos os Quéchuas e os Aimarás. Duas etnias milenares provenientes do império inca e tiahuanaco, respectivamente.



Elas resistiram à colonização espanhola e desempenham um papel importante na preservação das tradições, línguas e cultura. Um exemplo disso são as Cholitas, mulheres indígenas da Bolívia. Elas são facilmente reconhecidas pelo traje tradicional que inclui saias volumosas (chamadas de “polleras”), chapéus altos e coloridos, blusas bordadas e um lenço ou xale, uma vestimenta que mistura elementos indígenas com influências coloniais. Esse estilo único tornou-se um símbolo de identidade cultural e resistência.
Gastronomia
A gastronomia boliviana é fortemente baseada em ingredientes nativos e simples, mas cheios de sabor. Entre os principais, estão o milho, batata, feijão, quinoa, pimenta e frango, que formam a base de muitos pratos tradicionais.
Existem mais de 3.000 variedades de batatas cultivadas nas regiões andinas, com diferentes formas, cores e texturas. Com mais de 200 variedades de milho, ele é muito utilizado em sua forma fresca ou processada.
Cada região possui seu prato típico, mas por toda Bolívia você irá encontrar Silpancho, carne empanada com arroz e batatas fritas; Sopa de Maní, uma sopa cremosa de amendoim com carne; e Pollo al Spiedo, nosso famoso frango de televisão.
A folha de Coca também está presente em todo o país. Ela pode ser usada como Mate de Coca: uma chá feito com as folhas da coca, tradicionalmente consumida para combater o mal de altitude e promover bem-estar.
Onde ir na Bolívia
A Bolívia pode ser dividida em várias regiões geográficas que possuem características distintas:
Altiplano (Região Andina)
Situada no oeste da Bolívia, essa extensa planície de alta altitude abriga cidades icônicas como La Paz, Sajama, Uyuni e Copacabana. La Paz, a capital mais alta do mundo, é uma mistura vibrante de tradição e modernidade. Sajama, um pequeno vilarejo, é lar do Nevado Sajama, a montanha mais alta da Bolívia. Já Uyuni é a porta de entrada para o incrível Salar de Uyuni, o maior deserto de sal do planeta. E Copacabana, às margens do Lago Titicaca, é ponto de partida para a famosa Isla del Sol.



Valles (Vales Centrais)
Situada ao centro da Bolívia, essa região inclui cidades como Sucre, Potosí e Cochabamba. Sucre, a capital constitucional do país, é conhecida como a cidade branca e se destaca pela sua arquitetura colonial preservada. Potosí já foi uma das maiores fontes de prata do mundo. Hoje, é Patrimônio da UNESCO. Cochabamba é considerada a capital da gastronomia do país.



Llanos (Planície Amazônica)
No leste e nordeste do país, é uma região de vastas planícies, com uma vegetação tropical e subtropical. Santa Cruz de la Sierra, a maior cidade da Bolívia, é um polo econômico vibrante, enquanto Samaipata, a poucas horas dali, uma cidade pequena e muito convidativa. Os Quéchuas e Guaranis vivem nesta região, assim como outros grupos indígenas.
Chaco
A região do Chaco é uma área semiárida situada no sul da Bolívia, com clima quente e seco. Essa área é compartilhada com o Paraguai e o norte da Argentina e é onde vivem algumas comunidades indígenas, como os Guaranis.